TEXTOS EDUCATIVOS

Neste espaço você encontrará muitos textos acerca de diversos temas. Entre eles as diversas formas de linguagem.

SUA VISITA ME ALEGROU!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 28 de setembro de 2010

COMO FUNCIONAM AS OFICINAS...



Como Funcionam as Oficinas para confecção e apresentação de fantoches
As oficinas funcionam da seguinte forma:
>Primeiro formaremos um grupo de 15 a 20 pessoas para estarmos desenvolvendo esse trabalho.
>Depois pedimos que eles tragam materiais reutilizáveis (não é interessante levarmos o material para os alunos, o ideal é que eles providenciem) despertando neles a consciência ambiental com a diminuição de resíduos sólidos domésticos.
>Em seguida, iremos confeccionar bonecos (fantoches) com esses materiais. Durante o processo de confecção, sempre estimulamos os alunos a pensarem em um nome para o boneco, pensar numa profissão, idade, história. Assim quando a fantoche ficar pronto, já terá personalidade.
>Com relação ao tempo, podemos desenvolver um trabalho de 3 horas, ou 3 meses.
No trabalho de 3 horas, faremos a confecção dos bonecos, sem tempo para maiores aprofundamentos.
No trabalho de 3 meses, uma vez por semana, depois da confecção dos bonecos, criaremos uma história coletivamente, com o objetivo de montarmos um espetáculo, onde trabalharemos com jogos teatrais e exercícios de desinibição. Esta trabalho, a meu ver, é um instrumento de transformação social, afinal, proporciona aos assistidos uma oportunidade de descobrirem uma vocação. Imaginem um teatro ambiental feito por jovens e crianças carentes. É uma verdadeira ferramenta de inclusão social.
>Esse trabalho é realizado na própria comunidade. Vamos até o local, necessitando apenas de uma sala ampla.
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SUGESTÕES DE OFICINAS
Oficina I
Duração: 3 horas
Público-Alvo: crianças de 8 a 12 anos / professores e interessados em geral
Conteúdo:
• História do Teatro de Bonecos no Brasil.
• Jogos teatrais e de familiarização com a arte.
• Confecção de bonecos usando materiais recicláveis.
• Divisão da turma em grupos, e elaboração de pequenas cenas teatrais.
Para oficinas fora da região metropolitana de BH, é necessário recurso para hospedagem, alimentação e transporte.
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Oficina II
Duração: 6 horas
Público-Alvo: professores e interessados em geral
Conteúdo:
• História do teatro de bonecos no Brasil.
• As várias técnicas de teatro de bonecos.
• Jogos teatrais e de familiarização com a arte.
• Confecção de bonecos usando materiais recicláveis.
• Confecção de bonecos de boca articulada: papelão, jornal e fita crepe.
• Criação coletiva de uma história e ser apresentada.
Para oficinas fora da região metropolitana de BH, é necessário recurso para hospedagem, alimentação e transporte.
Materiais Necessários
Para a confecção do bonecos de sucata, serão necessárias algumas ferramentas básicas como:
• tesoura
• cola branca
• papel branco
• tinta guache
• canetinha hidrocor
• pistola de cola quente
• papel crepom entre outros
Materiais Recicláveis Solicitados
Todo o material de casa ou do escritório sem função, pode servir para confeccionar bonecos de acordo com a criatividade das crianças.
• garrafas pet (vários tamanhos)
• jornal
• pedaços de retalhos
• miolo de papel higiênico
• tampinhas e botões
• copinhos de iogurtes e yakult
• lãs, cordões e fios

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

I LLEDUC

No dia 04 de Setembro passado tivemos o nosso I Encontro Interdisciplinar de língua, Literatura e Educação - I LLEDUC - aqui no Polo Carpina. Foi um dia maravilhoso que pudemos assistir a uma Mesa Redonda com os professores executores das disciplinas do curso e da Coordenadora de Tutores da UFRPE, Sulanita Santos.

Tivemos também um Recital de poesias com alguns poetas da cidade e assistimos as apresentações dos trabalhos das alunas do curso.

Para finalizar as alunas e a comunidade em geral participaram de algumas oficinas pedagógicasa as quais foram ministradas pelos tutores virtuais e professores da UFRPE.

Foi um grande sucesso este dia para nós. Queremos dar os parabéns a todos que de uma forma ou de outra contribuíram para que este evento fosse realizado.

ATIVIDADES DIÁRIAS









quarta-feira, 4 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

Texto: A Moça Tecelã



TEXTO: A MOÇA TECELÃ
Marina Colasanti


Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.
Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.
Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela.
Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas e espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza.
Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para frente e para trás, a moça passava os seus dias.
Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila.
Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria bom ter um marido ao seu lado.
Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta.
Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida.
Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade.
E feliz foi, durante algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar.
- Uma casa melhor é necessária, -- disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer.
Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. – Para que ter casa, se podemos ter palácio? – perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates em prata.
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira.
Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre.
- É para que ninguém saiba do tapete, -- disse. E antes de trancar a porta à chave, advertiu: -- Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos!
Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer.
E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo.
Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça, para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear.
Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer o seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela.
A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou e, espantado, olhou em volta. Não teve tempo de se levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu.
Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte.

de Marina Colasanti.